"Mesmo sendo limão, é ele que quero semear"



Eu achava que amar era olhar pro cara certo, no momento exato e, como cena de filme, fogos explodiriam e surgiria uma nota de rodapé com um "foram felizes para sempre". Eu achava que amar era acaso: nos esbarramos hoje, nos apaixonamos no mesmo instante e ai fomos felizes. Eu achava que amar era ser pólvora e o outro fogo: encostou já era. Eu achava um monte de bobagenzinhas até antes de amar. Percebi que amor mesmo, esses que a gente luta tanto pra viver, é escolha. Sim, escolha. É plantar a semente do outro mesmo sem saber que fruto vai dar. E, mesmo que não seja o mais esperado, colher com mãos de ternura. Amor é vela acesa no meio da ventania que nos faz queimar a ponta dos dedos pra não deixar o fogo apagar. Sua essência está na cera que derrete e a mantém de pé, sem titubear. Amor é escolher deixar a vela acesa, mesmo podendo apagar, mesmo podendo deixar a ventania levar. Amor é escolher a palavra mais incrível do vocabulário: permanecer. Tão lindo quem permanece! Pra ser amor não precisa ser a fruta mais doce do Universo. Mas precisa ter o teor de escolha: mesmo sendo limão, é ele que quero semear.

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